A piscada de Mozart para Faísca indicava que algo iria acontecer. Notei que Faísca sorriu, notando algo que eu perdi naquele momento. O Mestre, Gabi e Tânia nada perceberam. Era o turno do Mestre e da Gabi agir, sendo que ela decidiria o movimento das tropas desta vez.
Antes dela agir, indo reforçar um de seus territórios, Faísca provoca ela, dizendo que nem todo o exército dela era capaz de vencer um só território dele. Gabi e Faísca riem e trocam provocações "diplomáticas" um com o outro, enquanto o Mestre observa a cena, sem poder fazer nada, porque não podia jogar naquela rodada.
Gabi decide pagar para ver, literalmente. Ela move metade das tropas do reino dela com Mestre contra um dos nossos territórios. As tropas dela começam a nos atacar, tendo uma luta equilibrada naquele turno. A gente perde parte das nossas tropas de defesa, talvez sacrificando no máximo um ou dois territórios, mas no geral, ela "queimou" metade das forças de combate dela, naquele game de War Império Romando com regras da casa. A mesa considerou que Gabi ganhou a batalha, apesar de ameaçar a vitória do time dela... E eu e Faísca bebemos uma boa dose de conhaque, como parte da punição.
Em seguida era o turno da Tânia. Diferente da Gabi, ela pensava mesmo enquanto bebia muito. Ela decide usar parte das tropas dela para formar um cerco ao redor do principal território do Mestre e da Gabi, deixando para o Mestre a ardua decisão de quem atacar... eu e Faísca ou Tânia e Mozart.
Era o meu turno, o ultimo das Mulheres. Noto a mão discreta de Mozart com o dedão levantado para baixo, discretamente enquanto estava com Tânia abraçada, sentada em seu colo. Saquei que era hora de deixar o jogo em um outro nível. Peço para Mozart permissão para atravessar os territórios dele naquele turno, retirando a parte superior do meu bikini, passando para Tânia. A namoradinha do Mozart fica girando aquilo nas mãos, rindo e olhando para Gabi, falando "o próximo é o seu". Tânia sorri e brinca comigo, dizendo que está virando a cleópata ali. Mozart apenas Sorri, aproveitando o visual da mesa e beijando o ombro da Tânia, incentivando-a mais ainda.
Ao atravessar os territórios, faço um ataque rápido contra os territórios da Gabi e do Mestre, pegando 3 de uma vez só. Ela deixou várias partes sem proteção ou com apenas um ou dois soldados. O mestre já pega a garrafa de conhaque e prepara dois copos, entendendo que aquilo tava indo de mal a pior, no seu melhor bom-humor de lider quase-deposto. Gabi vira o copo com a dose de conhaque de uma vez, não gostando de ter sido atacada e provocada. Agora era o turno do Mestre.
O Mestre decide trazer de volta suas tropas, mas decide que terá que pagar uma prenda, para passar com elas pelos territórios de todos. Eram 2 territórios, então eram 2 prendas, sem escolha. O mestre e Gabi se entreolham e decidem nos pagar o pedágio no jogo, não dando a Tânia o gostinho de ter tudo de todos. Ele se levanta e tira sua sunga, jogando ao pés do Faísca, que faz uma cara de nojo... Enquanto Gabi passa a parte de cima do bikini para mim, ficando as duas sem nada na cintura para cima. Ela nota o Mestre ficar "em prontidão" antes de sentar encima de seu colo, permitindo que ele fique com o braço em volta de sua cintura.
Era o turno do Mozart... Ele decide sitiar as terras dos menores, quase forçando a todos a passar por ele ou ficarem desprotegidos, dando carta branca a Tânia para agir no próximo turno dela. Faísca olha a situação do tabuleiro e decide fazer o mesmo em seu turno... Pegar as tropas e retornar para casa, para reforçar a defesa. Alguém iria atacar em breve. Eram 4 territórios e só eu e ele tínhamos duas prendas. Pagamos o que podiamos, mas ficamos devendo duas para Mozart, que falou "depois a gente cobra". Após Faísca se sentar, eu fico a vontade, sentada no colo dele, como Gabi fazia, mas diferente dela, eu brincava com o membro do meu namorado, apenas para ver a reação delas. Tânia parece não se importar, enquanto Gabi, se sentindo provocada, se aninha nos braços do Mestre, deixando que ele "descanse" seu rosto no busto dela.
Novamente o turno das garotas. Gabi estava olhando para o tabuleiro, tentando decidir o que fazer. Atacar? Defender? passar? Ela passa alguns momentos pensando até que paga para mim a sua ultima peça do bikini, para atravessar suas tropas restantes em direção de seu principal território, desejando se defender ou ganhar a todo custo em breve.
Tânia deseja tomar o território próximo de Gabi, mas não quer perder tempo lutando contra mim, já que a minha força era inferior, mas considerávelmente perigosa para ela, capaz de enfraquece-la. Para passar por 3 terrenos, ela perdoa a divida que Faísca fez, além de devolver a sunga do Faísca. Era melhor que nada.
No meu turno, decido atacar com tudo, mas ao invés da Gabi, avanço contra Tânia. Ela não parece surpresa, mas as tropas dela aguentam o tranco, apesar das baixas. Perco 3/4 de todas as tropas e tomo um bom gole de conhaque, mas naquela altura, não ligava muito para as baixas. Faísca bebe comigo, relaxado e já ficando mais alto.
No turno dos rapazes, o Mestre inicia, indo atacar Mozart que comandava o reino dele e da Tânia. Diferente da Gabi, ele manda uma quantidade certa, para conter Mozart e sua namorada por algum tempo. Ele faz Mozart perder a batalha e ganhar uma dose de conhaque. Mozart decide dar o troco, mandando outras tropas para atacar o Mestre... Mas para enviar todas, deveria mandar passar por alguns dos nossos territórios.
Tânia e Mozart passam a negociar apressadamente conosco como pagar, quando Faísca define o pagamento com 2 tapinhas na coxa esquerda dele, vaga e aguardando alguém. Tânia e Mozart se entreolham, decidindo ir após Mozart dizer "Se não, a Gabi te vence."
Pagando com o Maiô, ela se senta um pouco acanhada encima da perna do meu namorado, que sorri se sentindo o rei. Apesar de sentir uma pontada de ciumes, fico acariciando os cabelos do Faísca, deixando ele bem a vontade. Ele fazia o mesmo comigo, então estava apoiando ele agora. Tânia não deixa de notar a minha mão brincando com o membro do Faísca, mas nada fala, apenas olhando de canto de olho, em silêncio.
Mozart e o Mestre mandam as tropas se enfrentarem... E Mozart tem sua maior derrota Suas tropas estavam em um nivel perigosamente baixo e sem muita força. Tanto eu quanto Gabi tinham chances de acabar com a Tânia no turno das mulheres Mozart bebe mais um pouco como punição, deixando a vez para Faísca, que tava ficando mais alto e feliz com todo o jogo.
Faísca olha para Tânia sorrindo e falando "O que me pagaria para não acabar com teus seus reinos agora?", dando a entender tudo que poderia acontecer dentro e fora daquele jogo de tabuleiro.
Tânia olha para Mozart, que encolhe os ombros e deixa para ela a bomba de escolher qual resposta dar. A garota olha depois para mim, que me vê levantando com um sorriso no rosto e dando espaço para ela, dando bandeira branca para ela e para o meu namorado. Sem dizer muito, ela murmura "isto", enquanto deslizava a mão esquerda em seu membro, movendo devagar. Faísca sorri, após olhar para mim e ver que não estava zangada ou incomodada... E responde "não é o suficiente...".
Tânia pega um preservativo que Mozart jogou para ela... E após "vestir" o Faísca, ela passa a sentar com cuidado em seu colo, encaixando devagar tudo em seu lugar. Devagar, ela começa a pagar a "Prenda" do pedágio, enquanto Faísca deslizava suas mãos no corpo dela, apertando a cintura e dando tapinhas de leve em seu traseiro. Os dois passam a mover-se mais intensamente, enquanto Gabi observa a amiga, fazendo de tudo para não perder para ela no jogo. O Mestre apenas sorri, no seu lugar privilegiado. Mozart assiste tudo, sorrindo e de braços cruzados, enquanto eu sorria pacificamente, em um misto de excitação, orgulho e um pouco de ciumes... Mas deixo os dois irem até o final, quando Tânia atinge o seu climax quase junto com Faísca. Os dois se separam e sentam descansados no sofá, após o rápido coito.
Me aproximo do meu namorado, ajudando a limpar ele, enquanto este pensava no que fazer. Jogando um rápido olhar para Gabi, ele faz a mesma pergunta. Gabi respira fundo, pensando no que fazer agora.
Gabi toma por vontade própria uma longa dose de conhaque, tomando coragem... E desta vez, ela se ajeita aos pés do meu namorado, começando a massagear o membro que ainda se recuperava... Passando a lamber em seguida. O Mestre se aproxima de forma sutil e oferece para Tânia um pouco de bebida, que aceita.
Gabi e Faísca passam a se divertir juntos, ela beijando e chupando e ele , enquanto o Mestre e Tânia fazem o mesmo, deixando que Tânia fique em seu colo e faça todo o trabalho difícil. Assisto a tudo, sem interromper ou participar. Noto Mozart se aproximando de mim, me abraçando por trás querendo brincar também, mas só o deixo me beijar no ombro e me abraçar. Estava cuidando do Faísca. Não me importava de dividi-lo, mas não quer dizer que iria me deixar distrair com outra coisa enquanto ele se divertia.
Após algum tempo, Gabi e Tânia ficavam juntas com Mozart e o Mestre, indo os 4 para o quarto, se divertir a sós, ficando apenas eu e Faísca na sala. Nós dois nos abraçamos em silêncio respeitoso, sentando juntos no sofá que a poucos momentos vi Faísca possuir duas garotas diferentes no mesmo dia... Umm suspirava para o outro, em mútuo entendimento sem palavras. Eu e o meu namorado eramos iguais agora, finalmente. E nós dois nos amamos do jeito que somos, sem restrições ou limites. Somos iguais e equivalentes, seja no amor ou no jogo.
Vim, Vi e Venci - parte 01
autora:
A Rpgista
on quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Sexta feira, outra véspera de feriado prolongando. Não havia desculpas ou rodeios... Conseguimos novamente a casa de praiá de um dos nossos amigos, para passar 3 dias e 4 noites relaxando na práia, curtindo sol, churrasco e musica alta.
Todo o esquema tático estava pronto. Dois levavam os carros, um com mantimentos e outro com mais mantimentos, dividindo o grupo em dois times... Os "casados" (eu e Faísca) e os "encostados" (Mozart e Mestre). DaVinci viajava conosco, dirigindo. Após descer a serra do mar com o habitual cuidado, chegamos no final da tarde na casa de praia.
Ao chegar, um esquema militar foi criado de improviso, para descarregar o carro, preparar a comida, guardar as coisas e é claro, tomar uma ducha para descansar. Só após todos terem relaxado e comido algo, passamos para a sala para assistir o dvd chamado "V de Vingança" e depois jogar um pouco de videogame, com um jogo que simulava uma banda de rock pesado.
Naquela primeira noite não teve game, mas todos comemos churrasco feito as pressas e bebemos o suficiente para encher o tanque de um carro a álcool. A noite foi muito divertida, porém confusa. Quando eu bebo, eu perco o controle e causo confusão... Mas desta vez, me diverti muito com os meus amigos. As lembranças e sensações de eu e Faísca nos amando no cantinho na cozinha, intercalada por cenas "calientes" de Mozart me possuindo no banheiro e o Mestre me dominando na cama em momentos diferentes valeram toda bebida e o tempo de viagem. Acordei no dia seguinte exausta e com um pouco de ressaca, abraçada com o meu amor.
A manhã que se passou fiquei tomando banho de sol no quintal dos fundos, nua para não deixar marcas. Ter este nível de intimidade com todos já não seria mais escandaloso se alguém me visse assim agora. Durante toda a manhã tudo ficou em paz, porque Mozart e o Mestre foram para a práia, azarar as garotas. DaVinci saiu de noite, enquanto eu e os rapazes nos divertíamos, para procurar a sua tampa de panela também e não voltou até agora. Faísca ficava preparando as carnes para o churrasco da hora do almoço.
Ao voltar, Mozart e o Mestre trazem duas amigas "de feriadão" que fizeram na praia. Uma se chamava Gabi, uma morena magra e bem apessoada e a outra, a sua amiga Tânia, uma garotinha mais cheinha, com o cabelo em tom de cobre. Parece que Mozart preferiu ficar com Tânia enquanto o mestre ficava com a Gabi. Por sorte, Faísca me avisara das visitas e pude me preparar antes, para não dar vexame.
O churrasco correu muito bem, com todas se divertindo conosco. Gabi era faladora e bem extrovertida, enquanto Tânia era mais tímida. As duas nunca jogaram rpg, então naquela tarde deixamos as duas a vontade, namorando Mozart e o Mestre. DaVinci ligara, dizendo que estava se divertindo com um grupo de colegas que conheceu na praia, e que voltaria quando ficasse cheio deles ou fosse perto de voltar para casa. Durante toda aquela tarde a churrasqueira não parou de assar carnes... Enquanto todos se divertiam ouvindo musica, conversando ou bebendo batidas e sucos.
No final da tarde resolvemos jogar algo em grupo, já que tinhamos gente demais para jogar videogame... e RPG estava fora de questão. O Mestre tira de uma das mochilas o bom e poderoso War Império Romano, algo que até as garotas já jogaram um dia. Mas agora, com regras "da casa".
A ideia é que a cada rodada que tivesse um confronto, o perdedor bebia um bom e generoso gole de bebida. E a cada aliança, o lado mais forte recebia uma "prenda" do aliado mais fraco que passa-se por suas terras. Para quem já jogou war, é uma questão de tempo até que um ficasse forte demais ou dominasse pontos-chave, fechando estratégicamente o mapa em lugares ideais. O jogo era em casais, então Eu e Faísca eramos um poder, Gabi e Mestre outro e Mozart e Tânia o ultimo. O quarto lugar era vazio, em homenagem ao DaVinci, que bebia em nossa memória com seus amigos provisórios na práia em algum canto.
As rodadas daquele jogo eram piores que poker usando dinheiro real. Cada jogador ou jogadora tinha medo de lançar mão de uma estratégia ousada demais ou imprudente, acabando de se prejudicar demais. Por algum tempo, as jogadas de cada lado eram bem pensadas, procurando prender ou preparar armadilhas, ao mesmo tempo que se defendiam.
O jogo começou tenso, mas a medida que cada um perdia e ganhava, rapidamente os jogadores ficaram mais relaxados, mas muito mais afiados como cada um jogava. As garotas se perdiam nas estrategias, enquanto os rapazes buscavam alianças para protege-las suas próprias garotas e querer algo em troca das garotas dos outros, sempre. Os turnos eram alternados entre ele e ela, e era proibido cochichar ou combinar algo.
O jogo seguia seu curso, com Mozart e Tânia tomando conta da maior parte do mapa. Mestre e Gabi estavam em franca decadência, enquanto eu e Faísca estavamos no mais ou menos, tentando evitar os ataques desesperados de Gabi ou das extorsões do Mestre, ao mesmo tempo que Mozart ria e Tânia se demostrava adorar ser detentora do poder do reino de seu "césar".
O pagamento de prendas eram em soldados, territórios ou peças de roupas dos jogadores. Os rapazes rapidamente se esquivavam da pior parte, ficando apenas de sunga. Já as garotas, com Maiô (Tânia) ou bikini (eu e Gabi) na medida do possível. A turma estava relaxada, mas não alta a ponto de cometer um erro gritante ou um deslize crucial naquele jogo. Foi quando notei Mozart piscando discretamente para Faísca, pensando algo ao mesmo tempo com ele.
Todo o esquema tático estava pronto. Dois levavam os carros, um com mantimentos e outro com mais mantimentos, dividindo o grupo em dois times... Os "casados" (eu e Faísca) e os "encostados" (Mozart e Mestre). DaVinci viajava conosco, dirigindo. Após descer a serra do mar com o habitual cuidado, chegamos no final da tarde na casa de praia.
Ao chegar, um esquema militar foi criado de improviso, para descarregar o carro, preparar a comida, guardar as coisas e é claro, tomar uma ducha para descansar. Só após todos terem relaxado e comido algo, passamos para a sala para assistir o dvd chamado "V de Vingança" e depois jogar um pouco de videogame, com um jogo que simulava uma banda de rock pesado.
Naquela primeira noite não teve game, mas todos comemos churrasco feito as pressas e bebemos o suficiente para encher o tanque de um carro a álcool. A noite foi muito divertida, porém confusa. Quando eu bebo, eu perco o controle e causo confusão... Mas desta vez, me diverti muito com os meus amigos. As lembranças e sensações de eu e Faísca nos amando no cantinho na cozinha, intercalada por cenas "calientes" de Mozart me possuindo no banheiro e o Mestre me dominando na cama em momentos diferentes valeram toda bebida e o tempo de viagem. Acordei no dia seguinte exausta e com um pouco de ressaca, abraçada com o meu amor.
A manhã que se passou fiquei tomando banho de sol no quintal dos fundos, nua para não deixar marcas. Ter este nível de intimidade com todos já não seria mais escandaloso se alguém me visse assim agora. Durante toda a manhã tudo ficou em paz, porque Mozart e o Mestre foram para a práia, azarar as garotas. DaVinci saiu de noite, enquanto eu e os rapazes nos divertíamos, para procurar a sua tampa de panela também e não voltou até agora. Faísca ficava preparando as carnes para o churrasco da hora do almoço.
Ao voltar, Mozart e o Mestre trazem duas amigas "de feriadão" que fizeram na praia. Uma se chamava Gabi, uma morena magra e bem apessoada e a outra, a sua amiga Tânia, uma garotinha mais cheinha, com o cabelo em tom de cobre. Parece que Mozart preferiu ficar com Tânia enquanto o mestre ficava com a Gabi. Por sorte, Faísca me avisara das visitas e pude me preparar antes, para não dar vexame.
O churrasco correu muito bem, com todas se divertindo conosco. Gabi era faladora e bem extrovertida, enquanto Tânia era mais tímida. As duas nunca jogaram rpg, então naquela tarde deixamos as duas a vontade, namorando Mozart e o Mestre. DaVinci ligara, dizendo que estava se divertindo com um grupo de colegas que conheceu na praia, e que voltaria quando ficasse cheio deles ou fosse perto de voltar para casa. Durante toda aquela tarde a churrasqueira não parou de assar carnes... Enquanto todos se divertiam ouvindo musica, conversando ou bebendo batidas e sucos.
No final da tarde resolvemos jogar algo em grupo, já que tinhamos gente demais para jogar videogame... e RPG estava fora de questão. O Mestre tira de uma das mochilas o bom e poderoso War Império Romano, algo que até as garotas já jogaram um dia. Mas agora, com regras "da casa".
A ideia é que a cada rodada que tivesse um confronto, o perdedor bebia um bom e generoso gole de bebida. E a cada aliança, o lado mais forte recebia uma "prenda" do aliado mais fraco que passa-se por suas terras. Para quem já jogou war, é uma questão de tempo até que um ficasse forte demais ou dominasse pontos-chave, fechando estratégicamente o mapa em lugares ideais. O jogo era em casais, então Eu e Faísca eramos um poder, Gabi e Mestre outro e Mozart e Tânia o ultimo. O quarto lugar era vazio, em homenagem ao DaVinci, que bebia em nossa memória com seus amigos provisórios na práia em algum canto.
As rodadas daquele jogo eram piores que poker usando dinheiro real. Cada jogador ou jogadora tinha medo de lançar mão de uma estratégia ousada demais ou imprudente, acabando de se prejudicar demais. Por algum tempo, as jogadas de cada lado eram bem pensadas, procurando prender ou preparar armadilhas, ao mesmo tempo que se defendiam.
O jogo começou tenso, mas a medida que cada um perdia e ganhava, rapidamente os jogadores ficaram mais relaxados, mas muito mais afiados como cada um jogava. As garotas se perdiam nas estrategias, enquanto os rapazes buscavam alianças para protege-las suas próprias garotas e querer algo em troca das garotas dos outros, sempre. Os turnos eram alternados entre ele e ela, e era proibido cochichar ou combinar algo.
O jogo seguia seu curso, com Mozart e Tânia tomando conta da maior parte do mapa. Mestre e Gabi estavam em franca decadência, enquanto eu e Faísca estavamos no mais ou menos, tentando evitar os ataques desesperados de Gabi ou das extorsões do Mestre, ao mesmo tempo que Mozart ria e Tânia se demostrava adorar ser detentora do poder do reino de seu "césar".
O pagamento de prendas eram em soldados, territórios ou peças de roupas dos jogadores. Os rapazes rapidamente se esquivavam da pior parte, ficando apenas de sunga. Já as garotas, com Maiô (Tânia) ou bikini (eu e Gabi) na medida do possível. A turma estava relaxada, mas não alta a ponto de cometer um erro gritante ou um deslize crucial naquele jogo. Foi quando notei Mozart piscando discretamente para Faísca, pensando algo ao mesmo tempo com ele.
Em Terra Firme - Parte 0
Aquele ultimo jogo foi difícil e tenso...
Pelo resto da semana eu fiquei distraída, tentando não pensar nos rumos da minha personagem. Quando o jogador passa a afetar o personagem, todos esperam trapaças ou dedicação. Mas quando o personagem passa a afetar o jogador, é hora de dar um tempo e avaliar o que é realmente importante nele ou não.
Durante alguns dias fiquei imaginando no que Irvana e eu eramos diferentes e semelhantes... tentando entender o que motiva a personagem e a jogadora. Olhando para a ficha padronizada de dungeons & dragons, relendo outra vez o caderno de bolso com o histórico da minha personagem e as notas que eu fiz durante os jogos, passo a refletir. Não só pela personagem, mas também pela jogadora.
Penso como o meu relacionamento com Faísca mudou tanto, a ponto de ter um namoro firme, de um complementar o outro tão fortemente... E como me sinto segura em seus braços e reconfortada ao ouvir sua voz contando o seu dia dia ou da forma como sentia saudade de mim. Me sentia feliz ao estar ao lado dele, e de como ele me permitia ser eu mesma sem me conter as vezes.
Ao agir em relação aos outros... Me sinto insegura e incerta. Mozart sempre me desejou de uma forma mais passiva após o final do nosso namoro, chegando até nós dois termos alguma "brincadeira" sem compromisso, mas ele geralmente esfriava e nada ia para frente. Mas após eu começar a me relacionar com Faísca, ele passou a me querer mais e mais, de uma forma muito mais intensa do que antes... E isto atiçava a minha curiosidade e desejo. Com o Mestre, o que passava dele para mim era a sensação de me dominar e me possuir com gosto... Mas de uma forma diferente dos outros. Ele "sentia" a forma certa de me levar e me dominava, me fazendo seguir suas ordens, mas sem abusar de seu poder em troca de um bom sexo.
Mas DaVinci era o que me deixava mais ligada e ao mesmo tempo, mais confusa. É o meu melhor amigo, como um irmão... E de todos, é o único que dormiria de forma fraternal comigo, me amando como uma irmã e não amante. Eu desejava ele como homem, mas o amava como amigo e "irmão" de jogo. Por ter enfrentado preconceitos e chutado o pau da barraca, aprendi como ser forte e me impor nas mais diferentes situações. Agora precisava compreender tudo isto.
Irvana era uma arcana... Poderosa e capaz de grandes feitiços... Mas qual era o objetivo dela? Explorar o mundo para aprender novas magias? procurar novos modos de ficar rica? dominar o mundo?
A semana se passou, e eu gradualmente fui colocando as minhas idéias e ideais nos seus devidos lugares. O que sentia por Faísca era intenso e verdadeiro... Além de ser correspondido, ao ponto dele me dividir com os outros dentro e fora do game, para me agradar e se agradar também.
Depois de tanto pensar, passei a conviver sob o mesmo teto que Faísca, finalmente. Inicialmente era apenas na casa dele, dentro de seu quarto e dividindo um colchão de solteiro apertado, mas gostoso. Nos dias seguintes, já passamos a nos ajeitar com uma cama e colchão maior, além de pouco em pouco trazer as minhas roupas e coisas, pegando o meu próprio espaço no seu quarto, enquanto nós dois não conseguíamos o nosso próprio Apê.
Pelo resto da semana eu fiquei distraída, tentando não pensar nos rumos da minha personagem. Quando o jogador passa a afetar o personagem, todos esperam trapaças ou dedicação. Mas quando o personagem passa a afetar o jogador, é hora de dar um tempo e avaliar o que é realmente importante nele ou não.
Durante alguns dias fiquei imaginando no que Irvana e eu eramos diferentes e semelhantes... tentando entender o que motiva a personagem e a jogadora. Olhando para a ficha padronizada de dungeons & dragons, relendo outra vez o caderno de bolso com o histórico da minha personagem e as notas que eu fiz durante os jogos, passo a refletir. Não só pela personagem, mas também pela jogadora.
Penso como o meu relacionamento com Faísca mudou tanto, a ponto de ter um namoro firme, de um complementar o outro tão fortemente... E como me sinto segura em seus braços e reconfortada ao ouvir sua voz contando o seu dia dia ou da forma como sentia saudade de mim. Me sentia feliz ao estar ao lado dele, e de como ele me permitia ser eu mesma sem me conter as vezes.
Ao agir em relação aos outros... Me sinto insegura e incerta. Mozart sempre me desejou de uma forma mais passiva após o final do nosso namoro, chegando até nós dois termos alguma "brincadeira" sem compromisso, mas ele geralmente esfriava e nada ia para frente. Mas após eu começar a me relacionar com Faísca, ele passou a me querer mais e mais, de uma forma muito mais intensa do que antes... E isto atiçava a minha curiosidade e desejo. Com o Mestre, o que passava dele para mim era a sensação de me dominar e me possuir com gosto... Mas de uma forma diferente dos outros. Ele "sentia" a forma certa de me levar e me dominava, me fazendo seguir suas ordens, mas sem abusar de seu poder em troca de um bom sexo.
Mas DaVinci era o que me deixava mais ligada e ao mesmo tempo, mais confusa. É o meu melhor amigo, como um irmão... E de todos, é o único que dormiria de forma fraternal comigo, me amando como uma irmã e não amante. Eu desejava ele como homem, mas o amava como amigo e "irmão" de jogo. Por ter enfrentado preconceitos e chutado o pau da barraca, aprendi como ser forte e me impor nas mais diferentes situações. Agora precisava compreender tudo isto.
Irvana era uma arcana... Poderosa e capaz de grandes feitiços... Mas qual era o objetivo dela? Explorar o mundo para aprender novas magias? procurar novos modos de ficar rica? dominar o mundo?
A semana se passou, e eu gradualmente fui colocando as minhas idéias e ideais nos seus devidos lugares. O que sentia por Faísca era intenso e verdadeiro... Além de ser correspondido, ao ponto dele me dividir com os outros dentro e fora do game, para me agradar e se agradar também.
Depois de tanto pensar, passei a conviver sob o mesmo teto que Faísca, finalmente. Inicialmente era apenas na casa dele, dentro de seu quarto e dividindo um colchão de solteiro apertado, mas gostoso. Nos dias seguintes, já passamos a nos ajeitar com uma cama e colchão maior, além de pouco em pouco trazer as minhas roupas e coisas, pegando o meu próprio espaço no seu quarto, enquanto nós dois não conseguíamos o nosso próprio Apê.
Problemas, problemas...
autora:
A Rpgista
on quinta-feira, 29 de outubro de 2009
/
Comments: (5)
Me perdoem pela falta de posts recentes. A minha casa foi assaltada durante a hora que eu e o meu marido biônico trabalhava, levando vários aparelhos eletrônicos, incluindo computadores, televisão e até mesmo um rádio-relógio velhinho.
Prometo voltar a postar dentro de alguns dias. Beijos!
Prometo voltar a postar dentro de alguns dias. Beijos!
Em alto mar - Parte 02
O grupo se reuni na casa do DaVinci, onde todos rapidamente carregam os dois carros com mantimentos, objetos para usar na praia nos próximos 3 dias e sabe-se lá quantas noites, como cadeiras, televisor de 14 polegadas, som portátil, dvd player, videogame e tantas outras bobagens que todo farofeiro que passa o fim de semana prolongado na praia sabe que leva.
Descer a serra para o litoral em 2 carros é uma aventura a parte. Eu viajo com Faísca e DaVinci em um carro, enquanto o mestre e o Mozart vão no carro atrás, levando a maior parte da carga inútil que juntamos apressadamente. Com um Walkie talkie de brinquedo de curto alcance, os dois carros se comunicavam, brincando e falando bobagem por quase uma hora, até que as pilhas acabam por completo.
Ao chegar na cidadezinha litorânea, a primeira parte da aventura é deixar Mozart localizar a casa de praia, que ficava em algum lugar na região. Apenas depois de rodar meia hora perdidos sem rumo, paramos na primeira Lan House que encontramos e acessamos o Google Maps, para localizar onde diacho ficava a travessa que levava a casa do rapaz. Só via satélite para achar algo que até deus duvida que existe. A casa era um antigo sobrado, de 3 quartos com um bom terreno, de muros altos. A família do Mozart alugava várias vezes para amigos e pessoas indicadas por eles. O local era muito bem cuidado.
A acomodação no local se tornou rápida. A maior parte das coisas que levávamos era mantimentos e algum eletrodoméstico que tinha trazido junto. Os rapazes descarregavam tudo com uma velocidade incrível, enquanto eu ficava na cozinha, organizando toda aquela comida para 1 mês para alimentar as tropas da ONU. Minutos depois já tínhamos tudo pronto para preparar comida, as 8 da noite. Cada um vai em turnos ao banheiro, tomar banho e trocar de roupa por algo mais leve, como bermudas e camisetas. Estava muito quente ali naquela noite.
Já não tinha mais sol para pegar praia, e todos estavam cansados demais para passear na cidade e ser extorquidos pelo alto preço das lojinhas locais. A única coisa que nos restavam era ou jogar rpg ou assistir algum filme no dvd. Ficamos na primeira opção. Preparando tigelas de pipoca e suco com as garrafas de água mineral, já tínhamos o básico para começar o jogo. O pessoal se reunia no sofá da sala, começando o jogo...
O grupo passa alguns dias na pousada local, enquanto Hilda se recuperava do trauma de ter sido presa e violada pelo carcereiro. As autoridades locais, que estavam nos bolsos da criminalidade local fazia vistas grossas, não querendo se envolver em nada com esta possível guerra de gangues. Karell passava os dias e as noites investigando as informações que os ex-prisioneiros tinham passado aos dois, enquanto Eric providenciava escolta para aquelas vitimas voltarem aos seus lares, em segurança. Irvana passava todo o tempo na pousada, cuidando de Hilda, que de pouco em pouco recobrava as forças e a vontade de viver.
Duas semanas e meia depois, a Clériga passou a caminhar pela pousada e preparar os mantimentos para a viagem com Irvana, a pedido de Eric. Ela quase não falava nada, mas o seu olhar triste e pesaroso estava além dos níveis normais de qualquer clérigo de Ilmater. Ela estava machucada em seu ser, com sua inocência rasgada e roubada. Sua fé continua forte, mas a sua paixão por se sacrificar em prol dos outros estava um tanto abalada. Hilda caminhava quase sempre com Irvana por perto, passando a ser sua "sombra", se sentindo segura e protegida ao seu lado.
O grupo gasta algum tempo procurando uma boa embarcação para viajar para Waterdeep...
- E agora, como vamos decidir isto, mestre? - Pergunta Mozart, entre uma mastigada de mão de pipoca e outra, com mordidas dignas de um tubarão.
- Dados, roleplay ou "deixemos a história nos levar". O que preferem? - O mestre nos pergunta, olhando para cada um de nós antes de se levantar e ir ao banheiro e talvez para a cozinha beber algo, nos dando tempo para discutir entre nós o que fazer.
Os jogadores conversam entre si tentando ver a melhor saída. Ir pelos dados é algo aleatório, que apesar de ser mais justo, dava margem para desvios catastróficos ou atalhos rápidos para os nossos objetivos. Através de roleplay tinha uma forma mais interpretativa e justa. Podíamos decidir na base do papo e roleplay o que era bom ou não, mas existia a chance de um ou outro jogador estragar tudo, por pisar em algum nervo exposto de um npc ou no ego ferido do mestre, caso vá contra os seus planos de dominação global daquele mundinho de jogo. "Deixar a história nos levar" era o que o mestre se sentia mais a vontade. Deixar tudo no "piloto automático" e agir em uma série de eventos pré-roteirizados, seguindo uma pecinha de teatro dele. Era divertido, mas um pouco engessado. E o grupo se ressentia com isto as vezes.
Os jogadores e eu decidimos tomar o caminho mais seguro: Roleplay. Basta dizer "não" e ir ao próximo npc, a procura de uma opção melhor de trajeto. Nos dados davam margem a sacanagem do mestre, colocando algo que ele achava que valia a pena, ao contrário do que os jogadores esperavam.
O mestre volta, tomando o seu lugar, já mais refrescado e com a bexiga aliviada. Ele nos olha, esperando o próximo jogador que irá tomar a iniciativa, dizendo o que irá fazer. DaVinci não toma a frente, porque ingame Hilda Hist, a sua clériga está ainda um pouco afetada com os acontecimentos do ultimo game. Mozart deixa o sei perosnagem Eric fora desta, pois é um péssimo negociador (a prova disto é Karell e Irvana como guias). Sobra para mim e para Faísca salvar o grupo desta fria.
- Irvana e Karell vão até o porto, separados, a procura de algum navio que faça a viagem. - Resolve Faísca, achando que dois é melhor que um casal na hora de achar um bom navio.
- Tá certo, eu vou rolar o que acontece com cada um em separado, para ver o que sai desta ação dos dois. E vocês dois, clériga e paladino?
- Eric vai ficar protegendo Hilda, enquanto preparam tudo para partir.
- Ok, vamos lá...
O mestre rola os dados, vendo o que Faísca e eu achamos. Não gostei muito do resultado...
Karell e Irvana se dividem, indo falar separadamente com os marinheiros e trabalhadores do porto, a procura de um navio disponível para viajar até Waterdeep, ou aonde for mais próximo. Karell conversava no lado leste do porto, em um ponto extremo, contatando malandros e marinheiros a procura de dinheiro. As conversas não iam bem, porque os marinheiros tinham medo de negociar com desconhecidos, enquanto os malandros evitavam dar pistas e direções com medo de parecerem delatores. A explosão nos esgotos teve um efeito assustador no submundo do crime.
Karell tinha dificuldades em achar os capitães e imediatos dos navios. Eles estavam negociando produtos e serviços, ou enchendo a cara em algum lugar, em um ou outro prostíbulo ou taberna na região. Por causa da explosão, Karell queria evitar ir a estes lugares, para não ser visto por um sobrevivente da explosão dos esgotos, evitando ser associado com aquele evento, o máximo possível.
Irvana tinha outros tipos de problemas. Mulheres desacompanhadas e portos não se misturavam muito bem. A maioria dos marinheiros pensava que Irvana era uma mulher que oferecia seus "serviços", o que tornava o contato inicial bem dificultoso. Como pedir informações a um marinheiro que já quer levar você para o depósito e lá relaxar? Irvana não se sentia a vontade com este tipo de atenção.
- Então, mestre... Como fazer Roleplay se você esconde os npcs? - Pergunto quase ao mesmo tempo com Faísca, querendo colocar o mestre contra a parede.
- Olha, não é bem assim... Vocês só não falaram com as pessoas certas...
- Não tem esta desculpa não... Se o marinheiro não fala, não dá. E não podemos pisar no navio sem permissão, porque dá rolo. Ir margeando a costa vai levar meses e meses. E isto ninguém quer. - Aponta Faísca.
Mozart e DaVinci apenas concordam, nos apoiando. Eu fiquei na minha, dando corda para o mestre se enforcar. Faísca e eu discutíamos com o mestre sobre como chegar nos marinheiros para negociar ou achar um capitão. A conversa durou quase 20 minutos, vendo o que cada char podia e não podia fazer. somente depois de algumas rolagens de dados muito ruins, muita conversa com prós e contras, o mestre e os jogadores chegaram em um acordo. O ponto delicado era a explosão do submundo, que fazia os capitães levarem mercadorias ilegais em seus navios para um lado e do outro do oceano. Sem isto, eles estavam se reorganizando e procurando meios para evitar as autoridades. Decidimos continuar o jogo, tentando achar meios para ir de navio para Waterdeep...
Karell e Irvana passam a andar juntos pelo porto, procurando navios a disposição para viajar. Apenas depois de muita insistência um velho marinheiro chamado "Hill Billbout" nos indica um navio de transporte ilegal, com nome de peixe. No final da tarde o navio volta do alto mar, trazendo uma boa quantidade de carga. Após a embarcação atracar e os marinheiros começarem a descarregar, o capitão e o casal de aventureiros vão para a taberna local, para negociar as passagens para Waterdeep. Após uma rodada ou duas de cerveja e vinho, ambas as partes começam a conversar sobre negócios...
- A situação é esta, capitão... Precisamos levar 4 pessoas até Waterdeep, o quanto antes... Ou a uma parte próxima da região, se não for possível atracar diretamente na cidade. - Explica Karell, entre um gole e outro de vinho.
- Acho que o problema não é levar quatro pessoas, e sim uma garota e 3 rapazes... - Começa o capitão, sendo interrompido por Irvana rapidamente, avisando que são dois rapazes e duas garotas como passageiros - corrigindo, o problema é levar duas garotas no navio. Mulheres dão azar a embarcações de transporte, muito azar...
Irvana e Karell vê o capitão comentar isto, aguardando um aumento no valor das passagens. Karell olha para Irvana, como se avisasse que estão quase quebrados. Levar os cavalos, a carga e pagar o transporte de 4 pessoas iria além das expectativas do grupo. E o fator tempo era muito importante.
- Capitão... nós dois não poderíamos negociar isto? - Pergunta Irvana, olhando para o capitão com um olhar triste, quase implorando.
- Não sei... Marinheiros são homens supersticiosos, afinal de contas... - Desconversa o capitão, sem deixar de notar as curvas de Irvana.
- Bem... Podemos negociar algo... - Irvana sorri, se aproximando do capitão.
Com algumas trocas de olhares e sussurros no pé do ouvido um do outro, Irvana senta no colo do capitão, conversando com ele em voz baixa, enquanto o lobo do mar sorria, com as mãos na cintura dela. Karell se afastava discretamente para o balcão da taberna beber um pouco sozinho, entendendo que Irvana iria pagar a passagem dos quatro de uma outra forma.
O Capitão sorria, bebendo vinho e contando histórias sem muita importância para aquela mulher que descansava em cima da masculinidade do capitão, que pouco a pouco se reavivara, desejando se divertir um pouco. Irvana o provocava e brincava com os cabelos dele, beijando na testa e exibindo um pouco mais do decote de seu vestido, deixando para a imaginação do velho capitão imaginar todo o resto que ela oferecia a cada noite em alto mar, a sós com ele durante a viagem de vários dias. O capitão ouve as propostas daquela mulher, enquanto negociava com ela, deixando um dos seios dela exposto, brincando com uma mão livre, enquanto a outra segurava a caneca de vinho...
Irvana consegue contratar os serviços do capitão chamado de Rusty Goldenfish, dono da excelentissima embarcação de quase 20 anos chamada "Robalo Imperial", conservadissima, com uma tripulação de quase 20 marinheiros, que levavam passageiros e cargas de pequenas cidades portuárias para Waterdeep. O preço da passagem de 3 cavalos, carga e 4 pessoas era que Irvana ficasse limitada a cabine do capitão durante toda a viagem, sem poder sair para nada. Hilda ficaria trancada na cabine dela, com Eric e Karell se alternando em vigia-la, para não sofrer nenhum mal nas mãos dos marinheiros... Em tempos longos no mar, algum lobo solitário do mar possa desejar tomar a força uma passageira, então estes cuidados eram necessários. Imagine uma tripulação inteira, sedentária. Por isto as mulheres traziam mau agouro na tripulação de marinheiros, fazendo-os lutar uns contra os outros em busca de sexo.
A embarcação "Robalo Imperial" sai quando final da tarde do dia seguinte, evitando chamar a atenção dos guardas da cidade ou problemas com os piratas locais. Karell, Eric e Hilda ficam na pequena cabine com 4 beliches, usadas por passageiros. O lugar é apertado, tem péssima ventilação e a comida se tornava mais horrível a cada dia que passava. Sem escolha, os 3 toleravam aquilo naquela viagem de vários dias, sabendo que por terra a viagem demoraria meses ou mesmo anos.
Na cabine do capitão, o mundo era outro. A cama era macia e o ar fresco vindo pela escotilha deixava o ambiente mais agradável. A comida servida era de qualidade, enquanto apenas o imediato e o próprio capitão entravam na cabine. A noite, Irvana se deitava com o capitão, que a possuía cheio de ardor e paixão, tocando em cada ponto de seu corpo e dando prazer na mesma proporção que sentia prazer em seu corpo. Durante o dia, enquanto o capitão inspecionava o navio e dava ordens aos marinheiros, o imediato cobrava a sua parte do comando daquele navio, possuindo Irvana de uma forma rude e intensa, penetrando-a por todos os lados e maneiras possíveis, sem se importar se estava dando prazer ou gerando apenas dor. Irvana tolerava em silêncio, sabendo que a viagem era demorada e só assim para viajar em segurança pelo mar. Ela já fizera viagens pelo mar antes, e sabia que nem meninas ou velhas escapavam daquilo, a menos que tivessem muito dinheiro.
Após a primeira semana, uma pequena mudança aconteceu naquela rotina diária e repetitiva. Irvana passava a ser visitada, durante a manhã, pelo imediato e um dos marinheiros. De forma sutil, o imediato deu a entender que o dinheiro que os quatro não pagavam para o capitão era compensado com o salário dos marinheiros, que escolhiam receber menos para ter encontros com aquela garota.
Sentindo acuada e sem muita escolha, Irvana aceita, recebendo dois marinheiros diferentes por dia, todos os dias além do capitão e do imediato. Do jovem grumete que aprendeu o que é ser amado por uma mulher ao marceneiro do navio, que amava ser aliviado através dos lábios de uma jovem garota. O cozinheiro que adorava mergulhar seu membro por trás de alguma jovem, dos marinheiros que se aliviavam ou a possuía de formas diferentes, deixando com ela sempre algumas moedas, um a um... Irvana se deitara com os marinheiros, cada um a sua vez, ouvindo entre os momentos de descanso de cada um detalhes da viagem que se seguia, quanto ganhavam e quanto tempo demoraria aquela viagem. A cada moeda que ela recebia, guardava no enorme baú perto da cama, que de manhã era conferido pelo imediato e de noite pelo capitão.
No final da segunda semana, Irvana notou que o capitão pagava os marinheiros com o dinheiro que ela ganhava dormindo com os marinheiros. Era a forma do capitão controlar quem ganhava o quê, e como era gasto. Waterdeep estava se aproximando, e as vilas portuárias estariam em breve ao alcance dela e de seus amigos.
Ao final da quarta semana a embarcação "Robalo Imperial" finalmente chega até uma pequena vila portuária, para pegar mantimentos. Ainda esta muito longe de Waterdeep, mas não ao ponto de viajar mais alguns dias por terra. Como despedida, o capitão permitiu que Irvana ficasse com metade do dinheiro daquele baú, para ajuda-la em sua viagem e também para compensar pelo tempo difícil que trabalhou naquele quarto.
Karell, Eric e Hilda nada falaram com Irvana ao voltarem a terra, pelo menos nos primeiros dias, totalmente envergonhados pelo que acontecia no navio, sem puder ajuda-la em nada. A cabine do capitão era encima da cabine deles, e a cada dia ouviam o que ela fazia por eles, sem poder reagir contra isto. Aquela viagem de navio terminara, agora com o tempo perdido recuperado e o dinheiro para os gastos da viagem aumentados.
Aquela aventura terminara de um jeito sério. Não pelo que Irvana fez pelo grupo dela, mas porque os outros membros do grupo falharam várias vezes ingame. Faísca não teve muita sorte nos dados, ao tentar fazer Karell fugir da cabine e ir retirar Irvana de lá. Mozart não conseguiu usar Eric de forma eficiente para mudar a moral daqueles homens através das palavras de Tyr, que cada vez mais se tornava mais distante ao personagem. DaVinci interpretou Hilda amadurecendo e conhecendo a dura realidade da vida fora dos templos daquele vilarejo agrícola. O jogo foi ótimo, mas o gostinho amargo que ficou na boca de cada um incomodava.
O grupo passou o resto daquela noite bebendo e conversando, para aliviar o clima e a tensão que aquele jogo deixara em todos. Naquele game eu não fiquei com ninguém, porque a tensão e as circunstâncias deixavam claro que não tinha espaço para frivolidades a dois. Antes da manhã surgir, eu e Faísca entramos debaixo dos lençóis, dormindo abraçadinhos e tentando relaxar, esquecendo aquele game.
Descer a serra para o litoral em 2 carros é uma aventura a parte. Eu viajo com Faísca e DaVinci em um carro, enquanto o mestre e o Mozart vão no carro atrás, levando a maior parte da carga inútil que juntamos apressadamente. Com um Walkie talkie de brinquedo de curto alcance, os dois carros se comunicavam, brincando e falando bobagem por quase uma hora, até que as pilhas acabam por completo.
Ao chegar na cidadezinha litorânea, a primeira parte da aventura é deixar Mozart localizar a casa de praia, que ficava em algum lugar na região. Apenas depois de rodar meia hora perdidos sem rumo, paramos na primeira Lan House que encontramos e acessamos o Google Maps, para localizar onde diacho ficava a travessa que levava a casa do rapaz. Só via satélite para achar algo que até deus duvida que existe. A casa era um antigo sobrado, de 3 quartos com um bom terreno, de muros altos. A família do Mozart alugava várias vezes para amigos e pessoas indicadas por eles. O local era muito bem cuidado.
A acomodação no local se tornou rápida. A maior parte das coisas que levávamos era mantimentos e algum eletrodoméstico que tinha trazido junto. Os rapazes descarregavam tudo com uma velocidade incrível, enquanto eu ficava na cozinha, organizando toda aquela comida para 1 mês para alimentar as tropas da ONU. Minutos depois já tínhamos tudo pronto para preparar comida, as 8 da noite. Cada um vai em turnos ao banheiro, tomar banho e trocar de roupa por algo mais leve, como bermudas e camisetas. Estava muito quente ali naquela noite.
Já não tinha mais sol para pegar praia, e todos estavam cansados demais para passear na cidade e ser extorquidos pelo alto preço das lojinhas locais. A única coisa que nos restavam era ou jogar rpg ou assistir algum filme no dvd. Ficamos na primeira opção. Preparando tigelas de pipoca e suco com as garrafas de água mineral, já tínhamos o básico para começar o jogo. O pessoal se reunia no sofá da sala, começando o jogo...
* * *
O grupo passa alguns dias na pousada local, enquanto Hilda se recuperava do trauma de ter sido presa e violada pelo carcereiro. As autoridades locais, que estavam nos bolsos da criminalidade local fazia vistas grossas, não querendo se envolver em nada com esta possível guerra de gangues. Karell passava os dias e as noites investigando as informações que os ex-prisioneiros tinham passado aos dois, enquanto Eric providenciava escolta para aquelas vitimas voltarem aos seus lares, em segurança. Irvana passava todo o tempo na pousada, cuidando de Hilda, que de pouco em pouco recobrava as forças e a vontade de viver.
Duas semanas e meia depois, a Clériga passou a caminhar pela pousada e preparar os mantimentos para a viagem com Irvana, a pedido de Eric. Ela quase não falava nada, mas o seu olhar triste e pesaroso estava além dos níveis normais de qualquer clérigo de Ilmater. Ela estava machucada em seu ser, com sua inocência rasgada e roubada. Sua fé continua forte, mas a sua paixão por se sacrificar em prol dos outros estava um tanto abalada. Hilda caminhava quase sempre com Irvana por perto, passando a ser sua "sombra", se sentindo segura e protegida ao seu lado.
O grupo gasta algum tempo procurando uma boa embarcação para viajar para Waterdeep...
* * *
- E agora, como vamos decidir isto, mestre? - Pergunta Mozart, entre uma mastigada de mão de pipoca e outra, com mordidas dignas de um tubarão.
- Dados, roleplay ou "deixemos a história nos levar". O que preferem? - O mestre nos pergunta, olhando para cada um de nós antes de se levantar e ir ao banheiro e talvez para a cozinha beber algo, nos dando tempo para discutir entre nós o que fazer.
Os jogadores conversam entre si tentando ver a melhor saída. Ir pelos dados é algo aleatório, que apesar de ser mais justo, dava margem para desvios catastróficos ou atalhos rápidos para os nossos objetivos. Através de roleplay tinha uma forma mais interpretativa e justa. Podíamos decidir na base do papo e roleplay o que era bom ou não, mas existia a chance de um ou outro jogador estragar tudo, por pisar em algum nervo exposto de um npc ou no ego ferido do mestre, caso vá contra os seus planos de dominação global daquele mundinho de jogo. "Deixar a história nos levar" era o que o mestre se sentia mais a vontade. Deixar tudo no "piloto automático" e agir em uma série de eventos pré-roteirizados, seguindo uma pecinha de teatro dele. Era divertido, mas um pouco engessado. E o grupo se ressentia com isto as vezes.
Os jogadores e eu decidimos tomar o caminho mais seguro: Roleplay. Basta dizer "não" e ir ao próximo npc, a procura de uma opção melhor de trajeto. Nos dados davam margem a sacanagem do mestre, colocando algo que ele achava que valia a pena, ao contrário do que os jogadores esperavam.
O mestre volta, tomando o seu lugar, já mais refrescado e com a bexiga aliviada. Ele nos olha, esperando o próximo jogador que irá tomar a iniciativa, dizendo o que irá fazer. DaVinci não toma a frente, porque ingame Hilda Hist, a sua clériga está ainda um pouco afetada com os acontecimentos do ultimo game. Mozart deixa o sei perosnagem Eric fora desta, pois é um péssimo negociador (a prova disto é Karell e Irvana como guias). Sobra para mim e para Faísca salvar o grupo desta fria.
- Irvana e Karell vão até o porto, separados, a procura de algum navio que faça a viagem. - Resolve Faísca, achando que dois é melhor que um casal na hora de achar um bom navio.
- Tá certo, eu vou rolar o que acontece com cada um em separado, para ver o que sai desta ação dos dois. E vocês dois, clériga e paladino?
- Eric vai ficar protegendo Hilda, enquanto preparam tudo para partir.
- Ok, vamos lá...
O mestre rola os dados, vendo o que Faísca e eu achamos. Não gostei muito do resultado...
* * *
Karell e Irvana se dividem, indo falar separadamente com os marinheiros e trabalhadores do porto, a procura de um navio disponível para viajar até Waterdeep, ou aonde for mais próximo. Karell conversava no lado leste do porto, em um ponto extremo, contatando malandros e marinheiros a procura de dinheiro. As conversas não iam bem, porque os marinheiros tinham medo de negociar com desconhecidos, enquanto os malandros evitavam dar pistas e direções com medo de parecerem delatores. A explosão nos esgotos teve um efeito assustador no submundo do crime.
Karell tinha dificuldades em achar os capitães e imediatos dos navios. Eles estavam negociando produtos e serviços, ou enchendo a cara em algum lugar, em um ou outro prostíbulo ou taberna na região. Por causa da explosão, Karell queria evitar ir a estes lugares, para não ser visto por um sobrevivente da explosão dos esgotos, evitando ser associado com aquele evento, o máximo possível.
Irvana tinha outros tipos de problemas. Mulheres desacompanhadas e portos não se misturavam muito bem. A maioria dos marinheiros pensava que Irvana era uma mulher que oferecia seus "serviços", o que tornava o contato inicial bem dificultoso. Como pedir informações a um marinheiro que já quer levar você para o depósito e lá relaxar? Irvana não se sentia a vontade com este tipo de atenção.
* * *
- Então, mestre... Como fazer Roleplay se você esconde os npcs? - Pergunto quase ao mesmo tempo com Faísca, querendo colocar o mestre contra a parede.
- Olha, não é bem assim... Vocês só não falaram com as pessoas certas...
- Não tem esta desculpa não... Se o marinheiro não fala, não dá. E não podemos pisar no navio sem permissão, porque dá rolo. Ir margeando a costa vai levar meses e meses. E isto ninguém quer. - Aponta Faísca.
Mozart e DaVinci apenas concordam, nos apoiando. Eu fiquei na minha, dando corda para o mestre se enforcar. Faísca e eu discutíamos com o mestre sobre como chegar nos marinheiros para negociar ou achar um capitão. A conversa durou quase 20 minutos, vendo o que cada char podia e não podia fazer. somente depois de algumas rolagens de dados muito ruins, muita conversa com prós e contras, o mestre e os jogadores chegaram em um acordo. O ponto delicado era a explosão do submundo, que fazia os capitães levarem mercadorias ilegais em seus navios para um lado e do outro do oceano. Sem isto, eles estavam se reorganizando e procurando meios para evitar as autoridades. Decidimos continuar o jogo, tentando achar meios para ir de navio para Waterdeep...
* * *
Karell e Irvana passam a andar juntos pelo porto, procurando navios a disposição para viajar. Apenas depois de muita insistência um velho marinheiro chamado "Hill Billbout" nos indica um navio de transporte ilegal, com nome de peixe. No final da tarde o navio volta do alto mar, trazendo uma boa quantidade de carga. Após a embarcação atracar e os marinheiros começarem a descarregar, o capitão e o casal de aventureiros vão para a taberna local, para negociar as passagens para Waterdeep. Após uma rodada ou duas de cerveja e vinho, ambas as partes começam a conversar sobre negócios...
- A situação é esta, capitão... Precisamos levar 4 pessoas até Waterdeep, o quanto antes... Ou a uma parte próxima da região, se não for possível atracar diretamente na cidade. - Explica Karell, entre um gole e outro de vinho.
- Acho que o problema não é levar quatro pessoas, e sim uma garota e 3 rapazes... - Começa o capitão, sendo interrompido por Irvana rapidamente, avisando que são dois rapazes e duas garotas como passageiros - corrigindo, o problema é levar duas garotas no navio. Mulheres dão azar a embarcações de transporte, muito azar...
Irvana e Karell vê o capitão comentar isto, aguardando um aumento no valor das passagens. Karell olha para Irvana, como se avisasse que estão quase quebrados. Levar os cavalos, a carga e pagar o transporte de 4 pessoas iria além das expectativas do grupo. E o fator tempo era muito importante.
- Capitão... nós dois não poderíamos negociar isto? - Pergunta Irvana, olhando para o capitão com um olhar triste, quase implorando.
- Não sei... Marinheiros são homens supersticiosos, afinal de contas... - Desconversa o capitão, sem deixar de notar as curvas de Irvana.
- Bem... Podemos negociar algo... - Irvana sorri, se aproximando do capitão.
Com algumas trocas de olhares e sussurros no pé do ouvido um do outro, Irvana senta no colo do capitão, conversando com ele em voz baixa, enquanto o lobo do mar sorria, com as mãos na cintura dela. Karell se afastava discretamente para o balcão da taberna beber um pouco sozinho, entendendo que Irvana iria pagar a passagem dos quatro de uma outra forma.
O Capitão sorria, bebendo vinho e contando histórias sem muita importância para aquela mulher que descansava em cima da masculinidade do capitão, que pouco a pouco se reavivara, desejando se divertir um pouco. Irvana o provocava e brincava com os cabelos dele, beijando na testa e exibindo um pouco mais do decote de seu vestido, deixando para a imaginação do velho capitão imaginar todo o resto que ela oferecia a cada noite em alto mar, a sós com ele durante a viagem de vários dias. O capitão ouve as propostas daquela mulher, enquanto negociava com ela, deixando um dos seios dela exposto, brincando com uma mão livre, enquanto a outra segurava a caneca de vinho...
Irvana consegue contratar os serviços do capitão chamado de Rusty Goldenfish, dono da excelentissima embarcação de quase 20 anos chamada "Robalo Imperial", conservadissima, com uma tripulação de quase 20 marinheiros, que levavam passageiros e cargas de pequenas cidades portuárias para Waterdeep. O preço da passagem de 3 cavalos, carga e 4 pessoas era que Irvana ficasse limitada a cabine do capitão durante toda a viagem, sem poder sair para nada. Hilda ficaria trancada na cabine dela, com Eric e Karell se alternando em vigia-la, para não sofrer nenhum mal nas mãos dos marinheiros... Em tempos longos no mar, algum lobo solitário do mar possa desejar tomar a força uma passageira, então estes cuidados eram necessários. Imagine uma tripulação inteira, sedentária. Por isto as mulheres traziam mau agouro na tripulação de marinheiros, fazendo-os lutar uns contra os outros em busca de sexo.
A embarcação "Robalo Imperial" sai quando final da tarde do dia seguinte, evitando chamar a atenção dos guardas da cidade ou problemas com os piratas locais. Karell, Eric e Hilda ficam na pequena cabine com 4 beliches, usadas por passageiros. O lugar é apertado, tem péssima ventilação e a comida se tornava mais horrível a cada dia que passava. Sem escolha, os 3 toleravam aquilo naquela viagem de vários dias, sabendo que por terra a viagem demoraria meses ou mesmo anos.
Na cabine do capitão, o mundo era outro. A cama era macia e o ar fresco vindo pela escotilha deixava o ambiente mais agradável. A comida servida era de qualidade, enquanto apenas o imediato e o próprio capitão entravam na cabine. A noite, Irvana se deitava com o capitão, que a possuía cheio de ardor e paixão, tocando em cada ponto de seu corpo e dando prazer na mesma proporção que sentia prazer em seu corpo. Durante o dia, enquanto o capitão inspecionava o navio e dava ordens aos marinheiros, o imediato cobrava a sua parte do comando daquele navio, possuindo Irvana de uma forma rude e intensa, penetrando-a por todos os lados e maneiras possíveis, sem se importar se estava dando prazer ou gerando apenas dor. Irvana tolerava em silêncio, sabendo que a viagem era demorada e só assim para viajar em segurança pelo mar. Ela já fizera viagens pelo mar antes, e sabia que nem meninas ou velhas escapavam daquilo, a menos que tivessem muito dinheiro.
Após a primeira semana, uma pequena mudança aconteceu naquela rotina diária e repetitiva. Irvana passava a ser visitada, durante a manhã, pelo imediato e um dos marinheiros. De forma sutil, o imediato deu a entender que o dinheiro que os quatro não pagavam para o capitão era compensado com o salário dos marinheiros, que escolhiam receber menos para ter encontros com aquela garota.
Sentindo acuada e sem muita escolha, Irvana aceita, recebendo dois marinheiros diferentes por dia, todos os dias além do capitão e do imediato. Do jovem grumete que aprendeu o que é ser amado por uma mulher ao marceneiro do navio, que amava ser aliviado através dos lábios de uma jovem garota. O cozinheiro que adorava mergulhar seu membro por trás de alguma jovem, dos marinheiros que se aliviavam ou a possuía de formas diferentes, deixando com ela sempre algumas moedas, um a um... Irvana se deitara com os marinheiros, cada um a sua vez, ouvindo entre os momentos de descanso de cada um detalhes da viagem que se seguia, quanto ganhavam e quanto tempo demoraria aquela viagem. A cada moeda que ela recebia, guardava no enorme baú perto da cama, que de manhã era conferido pelo imediato e de noite pelo capitão.
No final da segunda semana, Irvana notou que o capitão pagava os marinheiros com o dinheiro que ela ganhava dormindo com os marinheiros. Era a forma do capitão controlar quem ganhava o quê, e como era gasto. Waterdeep estava se aproximando, e as vilas portuárias estariam em breve ao alcance dela e de seus amigos.
Ao final da quarta semana a embarcação "Robalo Imperial" finalmente chega até uma pequena vila portuária, para pegar mantimentos. Ainda esta muito longe de Waterdeep, mas não ao ponto de viajar mais alguns dias por terra. Como despedida, o capitão permitiu que Irvana ficasse com metade do dinheiro daquele baú, para ajuda-la em sua viagem e também para compensar pelo tempo difícil que trabalhou naquele quarto.
Karell, Eric e Hilda nada falaram com Irvana ao voltarem a terra, pelo menos nos primeiros dias, totalmente envergonhados pelo que acontecia no navio, sem puder ajuda-la em nada. A cabine do capitão era encima da cabine deles, e a cada dia ouviam o que ela fazia por eles, sem poder reagir contra isto. Aquela viagem de navio terminara, agora com o tempo perdido recuperado e o dinheiro para os gastos da viagem aumentados.
* * *
Aquela aventura terminara de um jeito sério. Não pelo que Irvana fez pelo grupo dela, mas porque os outros membros do grupo falharam várias vezes ingame. Faísca não teve muita sorte nos dados, ao tentar fazer Karell fugir da cabine e ir retirar Irvana de lá. Mozart não conseguiu usar Eric de forma eficiente para mudar a moral daqueles homens através das palavras de Tyr, que cada vez mais se tornava mais distante ao personagem. DaVinci interpretou Hilda amadurecendo e conhecendo a dura realidade da vida fora dos templos daquele vilarejo agrícola. O jogo foi ótimo, mas o gostinho amargo que ficou na boca de cada um incomodava.
O grupo passou o resto daquela noite bebendo e conversando, para aliviar o clima e a tensão que aquele jogo deixara em todos. Naquele game eu não fiquei com ninguém, porque a tensão e as circunstâncias deixavam claro que não tinha espaço para frivolidades a dois. Antes da manhã surgir, eu e Faísca entramos debaixo dos lençóis, dormindo abraçadinhos e tentando relaxar, esquecendo aquele game.
Em alto mar - Parte 01
Depois de um fim de semana cheio, com convenção de RPG em São Paulo e com jogo atravessando a madrugada, algumas coisas se afirmaram durante aquela semana.
Eu e Faísca passávamos cada vez mais tempo juntos, namorando e conversando sobre o futuro. Conversas sobre os dois dormirem juntos na casa de um ou do outro já se tornavam cada vez mais normal, enquanto planos para achar um cantinho só dos dois era algo que estava sendo planejado. Os encontros entre nós dois após o expediente de trabalho eram corridos, mas muito mais agradáveis. Do cinema de terça ao jantarzinho na casa dos pais de um ou do outro no meio da semana se tornava um novo hábito. As noites de quinta, onde "fugíamos" para um cantinho só nosso, seja no motel ou paquerando a sós dentro do carro até tarde era uma rotina gostosa, que era só previsível no papel... Mas na prática, sempre surpreendia um ou outro.
Mozart continuava a procurar a tampa da sua panela, indo atrás de uma garota que curtisse ele da forma que ele aprovasse. Festinhas, barzinho ou flertes em lojas, internet ou mesmo sites de encontro não davam muito certo. Rapazes rpgistas eram exigentes demais consigo mesmos ou com quem desejam namorar, não se cuidavam bem ou cediam para a outra parte se aproximar, deixando tudo mais complicado de se desenrolar.
O Mestre estava se envolvendo em novos projetos faraônicos, como a construção de um novo sistema, a moderação de uma nova comunidade rpgistica, a tradução de um ou mais livros e tudo isto correndo em paralelo com o seu estágio que nunca acabava ou a faculdade que nunca terminava. Quando tinha tempo livre, mestrava ou lia mais livros, sem ter muito interesse para pessoas fora do nosso grupo de rpg.
DaVinci se recuperava do rompimento com o seu namorado, o "Xisto", que fizera pressão sobre mim, desejando tomar conta de todo o território. DaVinci saia com amigos do trabalho e gente que eu conhecia. Segunda e quarta feira eu o visitei a noite, jantando com ele e vendo alguns filmes. Entre todos os amigos do meu grupo de RPG, DaVinci era o que mais parecia frágil, mas sabia ter mais força quando necessário.
A sexta feira se aproximava com uma grande expectativa. Segunda feira seria um novo feriado... E várias pessoas no trabalho já enforcaram, fazendo todo o escritório ficar meio morto. Na minha sala só tinha a mim, enquanto existia um ou outro gato pingado naquela repartição, tocando alguma burocracia leve ou dando encaminhamento de algo.
Faísca resolve me surpreender, me visitando no trabalho, faltando apenas uma hora e meia antes do final do expediente. Com um sorriso nos lábios e praticamente flutuando, mostro todo o prédio para o meu amor, apresentando ele a algumas pessoas que ali trabalhavam comigo, mas por causa do feriadão prolongado, apenas matavam tempo, sem trabalhar muito.
Quando finalmente chegamos a minha sala da repartição sem ninguém eu e meu namorado trocamos olhares, como se um estalo reagisse na mente dos dois, simultaneamente tendo a mesma ideia. Enquanto ele tranca a porta, eu me curvo sobre a minha mesa, limpando o local e em seguida me apoiando bem. Faísca volta, se posicionando atrás de mim enquanto eu abaixava a minha saia e me despia na cintura para baixo, sorrindo para ele. O som dele abrindo o zipper da sua calça ecoava nos meus ouvidos e na sala, adorando a sensação de risco que começava ali naquela hora.
Um pouco apressado, Faísca introduzia em mim, sem nenhuma proteção o seu membro em mim e começava a mover sua cintura contra a minha, fazendo amor comigo de forma louca e ilegal em um ambiente de trabalho. Sentia seus movimentos dentro de mim, que me davam muito prazer ao tocar a minha flor. O som da penetração ecoava baixinho naquela sala, misturado com suspiros contidos de prazer dos dois. A situação estava ficando cada vez mais deliciosa, quando o telefone começa a tocar. Diminuindo o ritmo dos movimentos, Faísca se contém um pouco, enquanto eu tentava me recompor e fingir um tom de voz cordial, atendendo um cliente. A conversa rápida entre o homem do outro lado da linha era rápida e constrangedora para mim, que falava rapidamente alguma coisa, tentando segurar algum gemido de prazer involuntário que subia a garganta... E depois anotando um recado enquanto Faísca estocava devagar, me fazendo chegar a loucura, tentando me conter.
Quando o cliente desliga, rapidamente o meu namorado parte para o ataque, estocando e movimentando seu corpo a toda velocidade, me fazendo gemer baixinho, mas com muita vontade. Quando os dois atingem seu clímax, sentindo ele preencher o meu corpo com sua semente e eu sentindo aquele prazer percorrendo todo o meu corpo em uma onda viva e renovadora, relaxando-me por completo, paramos para respirar por alguns momentos. Após limpar toda sujeira com lenços de papel, se vestir de novo e organizar a sala, nós dois saímos, porque o horário de trabalho estava prestes a se encerrar.
Voltamos a casa de DaVinci sexta a noite. O grupo queria voltar a jogar Forgotten Realms, e a família do Mozart tinha uma casa de praia que usava ocasionalmente. O lugar perfeito para Mozart desencalhar junto com o mestre, além dos outros se divertirem naquele feriado prolongado.
Eu e Faísca passávamos cada vez mais tempo juntos, namorando e conversando sobre o futuro. Conversas sobre os dois dormirem juntos na casa de um ou do outro já se tornavam cada vez mais normal, enquanto planos para achar um cantinho só dos dois era algo que estava sendo planejado. Os encontros entre nós dois após o expediente de trabalho eram corridos, mas muito mais agradáveis. Do cinema de terça ao jantarzinho na casa dos pais de um ou do outro no meio da semana se tornava um novo hábito. As noites de quinta, onde "fugíamos" para um cantinho só nosso, seja no motel ou paquerando a sós dentro do carro até tarde era uma rotina gostosa, que era só previsível no papel... Mas na prática, sempre surpreendia um ou outro.
Mozart continuava a procurar a tampa da sua panela, indo atrás de uma garota que curtisse ele da forma que ele aprovasse. Festinhas, barzinho ou flertes em lojas, internet ou mesmo sites de encontro não davam muito certo. Rapazes rpgistas eram exigentes demais consigo mesmos ou com quem desejam namorar, não se cuidavam bem ou cediam para a outra parte se aproximar, deixando tudo mais complicado de se desenrolar.
O Mestre estava se envolvendo em novos projetos faraônicos, como a construção de um novo sistema, a moderação de uma nova comunidade rpgistica, a tradução de um ou mais livros e tudo isto correndo em paralelo com o seu estágio que nunca acabava ou a faculdade que nunca terminava. Quando tinha tempo livre, mestrava ou lia mais livros, sem ter muito interesse para pessoas fora do nosso grupo de rpg.
DaVinci se recuperava do rompimento com o seu namorado, o "Xisto", que fizera pressão sobre mim, desejando tomar conta de todo o território. DaVinci saia com amigos do trabalho e gente que eu conhecia. Segunda e quarta feira eu o visitei a noite, jantando com ele e vendo alguns filmes. Entre todos os amigos do meu grupo de RPG, DaVinci era o que mais parecia frágil, mas sabia ter mais força quando necessário.
A sexta feira se aproximava com uma grande expectativa. Segunda feira seria um novo feriado... E várias pessoas no trabalho já enforcaram, fazendo todo o escritório ficar meio morto. Na minha sala só tinha a mim, enquanto existia um ou outro gato pingado naquela repartição, tocando alguma burocracia leve ou dando encaminhamento de algo.
Faísca resolve me surpreender, me visitando no trabalho, faltando apenas uma hora e meia antes do final do expediente. Com um sorriso nos lábios e praticamente flutuando, mostro todo o prédio para o meu amor, apresentando ele a algumas pessoas que ali trabalhavam comigo, mas por causa do feriadão prolongado, apenas matavam tempo, sem trabalhar muito.
Quando finalmente chegamos a minha sala da repartição sem ninguém eu e meu namorado trocamos olhares, como se um estalo reagisse na mente dos dois, simultaneamente tendo a mesma ideia. Enquanto ele tranca a porta, eu me curvo sobre a minha mesa, limpando o local e em seguida me apoiando bem. Faísca volta, se posicionando atrás de mim enquanto eu abaixava a minha saia e me despia na cintura para baixo, sorrindo para ele. O som dele abrindo o zipper da sua calça ecoava nos meus ouvidos e na sala, adorando a sensação de risco que começava ali naquela hora.
Um pouco apressado, Faísca introduzia em mim, sem nenhuma proteção o seu membro em mim e começava a mover sua cintura contra a minha, fazendo amor comigo de forma louca e ilegal em um ambiente de trabalho. Sentia seus movimentos dentro de mim, que me davam muito prazer ao tocar a minha flor. O som da penetração ecoava baixinho naquela sala, misturado com suspiros contidos de prazer dos dois. A situação estava ficando cada vez mais deliciosa, quando o telefone começa a tocar. Diminuindo o ritmo dos movimentos, Faísca se contém um pouco, enquanto eu tentava me recompor e fingir um tom de voz cordial, atendendo um cliente. A conversa rápida entre o homem do outro lado da linha era rápida e constrangedora para mim, que falava rapidamente alguma coisa, tentando segurar algum gemido de prazer involuntário que subia a garganta... E depois anotando um recado enquanto Faísca estocava devagar, me fazendo chegar a loucura, tentando me conter.
Quando o cliente desliga, rapidamente o meu namorado parte para o ataque, estocando e movimentando seu corpo a toda velocidade, me fazendo gemer baixinho, mas com muita vontade. Quando os dois atingem seu clímax, sentindo ele preencher o meu corpo com sua semente e eu sentindo aquele prazer percorrendo todo o meu corpo em uma onda viva e renovadora, relaxando-me por completo, paramos para respirar por alguns momentos. Após limpar toda sujeira com lenços de papel, se vestir de novo e organizar a sala, nós dois saímos, porque o horário de trabalho estava prestes a se encerrar.
Voltamos a casa de DaVinci sexta a noite. O grupo queria voltar a jogar Forgotten Realms, e a família do Mozart tinha uma casa de praia que usava ocasionalmente. O lugar perfeito para Mozart desencalhar junto com o mestre, além dos outros se divertirem naquele feriado prolongado.
RPGs a moda antiga: F.U.B.A.R.
autora:
A Rpgista
on quinta-feira, 24 de setembro de 2009
atributos
leitura recomendada,
livro,
naftalina,
rpg
/
Comments: (4)
Desta vez, eu tive que procurar um livro de rpg decente, que fizesse este humilde blog se sentir orgulhoso. Após muito procurar e quase não achar, finalmente consegui a minha cópia do F.U.B.A.R.
Sabe o que é F.U.B.A.R.? É a abreviação para "fucked up beyond all repair," "fucked up beyond all recognition," ou, em outras palavras "Fodido além de qualquer reparo" ou "Fodido além de qualquer reconhecimento". Um termo abreviado usado apartir da segunda guerra mundial, para indicar situações ruins em campo de combate. Quer dizer que as tropas estão ferradas e mal pagas no meio do front de combate!
F.U.B.A.R. também é um excelente livro de RPG para o sistema (antigo) D20, ambientado na segunda guerra mundial. O pdf que merecia com certeza ser publicado comercialmente, tamanho é seu cuidado e esmero na diagramação e textos, contém informações de como jogar campanhas militares usando o antigo sistema D20.
O livro possui ótimas ilustrações de miniaturas de guerra, além de fotos que dão o tom de um bom livro-suplemento. Os textos são claros e dão as informações necessárias sobre regras, classes de personagens e até medalhas e postos militares. É um livro que transcende o sistema de regras D20 e serve como guia para outros sistemas de rpg que tenham aventuras ambientadas durante a segunda guerra mundial.
O livro, criado e editado por Osny [AirWolf] Moreira e seu grupo de colaboradores e beta-testers provam que não é só de material importado ou traduzido vive o mercado brazuca... E é possivel produzir bons suplementos e livros por nós mesmos.
Quem quiser conferir o livro, faça o download gratuito (ele é free e open!) na imagem da capa, no inicio do post. Quem quiser continuar o ótimo trabalho feito pelo F.U.B.A.R., por favor, me avise. Quero conhecer outros trabalhos brasileiros deste nível, se estiverem acessíveis a todos.
Como um pequeno bônus, uma listinha de abreviações em inglês usadas na segunda guerra mundial e nos dias atuais, pelas tropas...
Similar constructs from the radio phonetic alphabet include:
Sabe o que é F.U.B.A.R.? É a abreviação para "fucked up beyond all repair," "fucked up beyond all recognition," ou, em outras palavras "Fodido além de qualquer reparo" ou "Fodido além de qualquer reconhecimento". Um termo abreviado usado apartir da segunda guerra mundial, para indicar situações ruins em campo de combate. Quer dizer que as tropas estão ferradas e mal pagas no meio do front de combate!
F.U.B.A.R. também é um excelente livro de RPG para o sistema (antigo) D20, ambientado na segunda guerra mundial. O pdf que merecia com certeza ser publicado comercialmente, tamanho é seu cuidado e esmero na diagramação e textos, contém informações de como jogar campanhas militares usando o antigo sistema D20.
O livro possui ótimas ilustrações de miniaturas de guerra, além de fotos que dão o tom de um bom livro-suplemento. Os textos são claros e dão as informações necessárias sobre regras, classes de personagens e até medalhas e postos militares. É um livro que transcende o sistema de regras D20 e serve como guia para outros sistemas de rpg que tenham aventuras ambientadas durante a segunda guerra mundial.
O livro, criado e editado por Osny [AirWolf] Moreira e seu grupo de colaboradores e beta-testers provam que não é só de material importado ou traduzido vive o mercado brazuca... E é possivel produzir bons suplementos e livros por nós mesmos.
Quem quiser conferir o livro, faça o download gratuito (ele é free e open!) na imagem da capa, no inicio do post. Quem quiser continuar o ótimo trabalho feito pelo F.U.B.A.R., por favor, me avise. Quero conhecer outros trabalhos brasileiros deste nível, se estiverem acessíveis a todos.
Como um pequeno bônus, uma listinha de abreviações em inglês usadas na segunda guerra mundial e nos dias atuais, pelas tropas...
- AMF - Adios Mother Fucker
- AMFYOYO - Adios Mother Fucker, You're On Your Own (from urbandictionary.com: "Informal medical acronym used to describe belligerent patients who argue and refuse treatment.")
- AMFOTDYOYO - Adios Mother Fucker, Out The Door, You're On Your Own (from urbandictionary.com: "Similar to, but more complete than AMF YOYO")
- BOHICA - Bend Over Here It Comes Again
- BOHIC - Bend Over Here It Comes
- DILLIGAS - Do I Look Like I Give A Shit
- DILLIGAF - Do I Look Like I Give A Fuck
- DILLIGAFF - Do I Look Like I Give A Flying Fuck
- FIDO - Fuck It-Drive On
- FISHDO (FISHiDO) - Fuck It, Shit Happens - Drive On
- FIFI - Fuck It-Fly It
- FIGMO - Fuckit, I Got My Orders
- FIIGO - Fuck It, I've Got Orders
- FNG - Fucking New Guy (used for all new people in a squad.)
- FUBAB - Fucked Up Beyond All Belief
- FUBB - Fucked Up Beyond Belief
- FUBISO - Fuck You Buddy, I'm Shipping Out
- FUGAZI - Fucked Up, Got Ambushed, Zipped In
- FUMTU - Fucked Up More Than Usual
- HNIC - Head Nigger in Charge
- JAFO - Just Another Fucking Observer (guy who sits in the back of the vehicle)
- JANFU - Joint Army-Navy Fuck Up
- KMACYOYO - Kiss My Ass Colonel, You're On Your Own
- LLMF - Lost Like a Mother Fucker
- SNAFU - Situation Normal: All Fucked Up
- SNAFUBAR - Situation Normal: All Fucked Up Beyond All Repair/Recognition/Reason
- SOL - Shit Out of Luck
- FUUSAB - Fucked Up Until Space And Beyond
- REMF - Rear Echelon Mother Fucker
- SRDH - Shit Rolls Down Hill
- SSDD - Same Shit, Different Day
- SUSFU - Situation Unchanged, Still Fucked Up
- TARFU - Things Are Really Fucked Up, or Totally and Royally Fucked Up
- TAUFU - Totally And Utterly Fucked Up
- IHELP - I've had enough of life pill.
- NFG - No Fucking Good (Non-Functioning Gear)
- WTF - What the Fuck? - Spoke using the military phonetic alphabet as "whiskey, tango, foxtrot", often used as a rhetorical question.
Similar constructs from the radio phonetic alphabet include:
- Charlie Foxtrot - C and F, meaning Cluster Fuck
- Delta India Delta - D I D, meaning Dick In the Dirt (dead)
- Tango Uniform - T U, or Tits Up (dead or wounded)







