Depois de algum tempo na festa, Gabi e Goiaba recolhem as suas roupas e descem nús pela escada, deixando a festa. Eu espero alguns momentos para sair discretamente, seguindo eles. O casal vai finalmente para o apartamento do Goiaba, deixando a porta aberta.
Entrando no apartamento, vejo os dois se dirigindo para o quarto, rindo muito e falando bobagens sem nexo. Imagino que eles ainda estejam "felizes" pelo cigarrinho que fumaram na festa. Espio os dois no quarto, com cuidado para não ser vista. Goiaba contava uma história sem nexo, deitado na cama... Enquanto Gabi ria muito, sem parecer entender direito o que acontecia. Volto discretamente até a sala, pegando as chaves do apartamento do Goiaba e saio de lá, trancando a porta e jogando elas por debaixo da porta. Talvez assim eles não façam mais besteiras até estarem lúcidos ao ponto de verem as chaves. O jogo daquela noite estava praticamente cancelado.
Vou até o apartamento do Chofer, desejando conversar a respeito do que rolou na festa e talvez garantir uma carona até em casa, passando algum tempo com ele antes... E ao chegar na porta, noto certos sons de gente rindo e alguns barulhos vindo lá de dentro. A porta estava fechada. Ao colocar o ouvido na porta, escuto sons de gemidos... De um casal. Incomodada, pego o meu celular e ligo para ele... E escuto dentro do apartamento o celular dele tocando por longos momentos. A voz que atende o telefone é do Chofer, confirmando o que eu suspeitava. Desligo o aparelho antes dele falar "alô?".
Encostada no corredor, respiro fundo pensando no que posso fazer. Não estava preparada, pensando que o Chofer estaria livre hoje, em noite de jogo. Perco longos momentos organizando a minha cabeça, colocando tudo de volta no lugar. Poderia pedir carona ao DaVinci, Mestre, Mozart ou mesmo Faísca, mas eles estão na noite deles, se divertindo. Posso pegar um taxi, mas chegar em casa sozinho para esperar o Faísca não me deixaria satisfeita. Olho para as escadas que levam ao andar da festa, escutando sua musica abafada. Me vem a mente "Porque não?"
Volto a festa, acenando a alguns conhecidos que fiz ali mesmo antes do "show" da Gabi e do Goiaba. Em menos de uma hora, já estava dançando ou conversando com algumas pessoas, tendo alguma amizade ali na hora. Logo já estava enturmada com algumas pessoas, me deixando mais a vontade. Após algum tempo dançando e conversando, passo na cozinha para pegar algo para beber.
Na cozinha vejo os dois "amigos de cigarrinho" da Gabi e do Goiaba, apenas de cuecas conversando entre si e uma garota que estava sentada no colo de um deles, fumando algo. O que está sem compania feminina logo me olha, me oferecendo um cigarro "caseiro". Tento negar, mas o rapaz é bem persuasivo e quase capaz de me convencer a fumar aquilo ali na hora. Ele tinha boa aparência e sua forma de falar era muito envolvente, difícil de ignorar.
O rapaz facilmente consegue puxar uma conversa, me "segurando" na cozinha, sem que eu perceba. Quando eu noto, ele já estava em pé, perto de mim quase me colocando o cigarro nas minhas mãos. Confusa, eu agradeço e devolvo a ele, tentando ser educada... Mas novamente a boca daquele rapaz se abre, derramando com uma voz quase de veludo argumentos que me confunde e elogia a minha pessoa, me deixando sem jeito. Sentia o toque sutil e delicado que ele dava ao segurar na minha mão direita, explicando algo sobre aquele cigarrinho que me deixava presa as palavras dele. O seu olhar profundo que lançava dentro dos meus olhos praticamente me desarmava.
Ele já estava diante de mim, quase me abraçando enquanto continuava a murmurar coisas perto do meu ouvido, com uma lábia tão envolvente e atordoante que me deixava sem rumo. Foi quando ele beijou o meu pescoço, enquanto pressionava a sua virilha já no "ponto" contra a minha calça que me fez engolir seco, fechando os olhos. Estava sendo levada por ele e estava gostando. Ele continuava a falar coisas gostosas ao meu ouvido, enquanto beijava meu pescoço e suas mãos acariciavam minha cintura e costas, nos lugares certos.
Abro ligeiramente os olhos, suspirando involuntariamente aos toques dele. Foi quando eu olho para o seu amigo e a garota no colo dele, sentados na cadeira. Vejo ela fumando aquele mesmo cigarrinho que a Gabi apareceu fumando na festa... E lembro de tudo que aconteceu. Resolvo dizer não para aquilo. Imediatamente.
O rapaz sentiu algo subindo como um foguete em direção das "joias da familia", atingindo com uma força inesperada nunca vista por mim. A joelhada deve ter atingido e mandado um par de "jóias" para a garganta. Ele cai, sem fôlego e atordoado, colocando instintivamente as duas mãos no local atingido. Enquanto a boca dele abria para gemer de dor, um cigarrinho caia das minhas mãos para uma "lixeira" aberta que gemia. Ele engasga, tossindo e virando o rosto de lado. O seu amigo e sua "amiga de cigarrinho" nada fazem, pois estão dentro de seu mundinho fumacento...
Aproveito a deixa e saio da cozinha... E vou para fora do apartamento como uma ventania, saindo de lá rapidinho. Em um piscar de olhos, já estava quase na frente do prédio, chamando o meu taxi pelo celular. Meia hora depois, já estava em casa, segura e descansada.
Fechando este arco de história, finalmente.
ResponderExcluirMelhor final! Ela é muito esperta mesmo... mas quase!
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